Ite Missa Est
Uma resposta insuficiente à 'O que é a Missa Tridentina'
Ite Missa Est
Uma resposta insuficiente à "O que é a Missa Tridentina"
Estou escrevendo esse texto após ser indagado por uma amiga muito querida que me perguntou "O que é a Missa Tridentina?". Na realidade, percebi que, apesar de poder responder de mil maneiras diferentes, saber explicar suas particularidades, suas orações e genuflexões, tudo estaria aquém do amor que nutro por tão belo e justo rito. As palavras me pareceram vazias, e por mais que eu falasse sobre a Missa de Sempre celebrada pelos Santos, eu não conseguia exprimir a grandeza na simplicidade desse rito. Faltaram-me palavras. Em meio a tantas possibilidades eu não queria me tornar o católico chato defensor de uma "língua morta" com sacerdotes distantes do povo de Deus e cheio de picuinhas para com o culto divino. Ao mesmo tempo, no entanto, gostaria que ela tivesse a oportunidade de abraçar a fé católica tão bem contida no Rito Tridentino. A mim me parece uma injustiça privar os católicos de tão bela expressão de fé, onde cada oração tem um sentido, cada genuflexão, cada beijo no altar. Onde tudo evoluiu de maneira orgânica preservando a fé passada pelos apóstolos por meio da Tradição.
É bela não por ser esteticamente bonita. É bela por ser grandiosa e, sendo grandiosa, é simples como o amor de Deus. Por onde começarei a falar o que é a Missa Tridentina se tantos santos já falaram e defenderam ela contra as inúmeras heresias surgidas ao longo do tempo? Onde posso eu dar sequer minha contribuição? Fato é que provavelmente esse pequeno texto que escrevo será lido e esquecido. Mas não me importa. Gostaria de, com ele, ao menos responder essa amiga do jeito que ela merece. Uma mulher inquisidora, no melhor sentido da palavra. Uma mulher ávida pelo conhecimento e questionadora como todo bom católico deve ser, ao fazer as perguntas corretas. Esse texto dedico a você, minha amiga.
O que é a Missa?
Há diversas maneiras de se responder à pergunta que me fizeste. Dentre as inúmeras abordagens, vou me ater ao ponto principal que é: "O que é a Missa?". Digo isso pois ritos há vários (cerca de 24 se não contarmos as adaptações) e cada um com o seu desenvolvimento. Não vou também fazer uma apologia, i.e., uma defesa, do Missal de São Pio V perante os demais, principalmente contra o dito Missal de Paulo VI, pois deixo isso aos santos e aos doutores da Igreja que devem preservar a fé passada pelos apóstolos. Vou expor o que é a Missa e suas origens.
A missa, como definida de maneira imutável e infalível pelo Sacrossanto Concílio de Trento (e nunca negada no Concílio Vaticano II) é um verdadeiro sacrifício, mas não é somente um sacrifício de oferecimento, ação de graças ou uma memória da Paixão. É um sacrifício propiciatório e pode ser oferecido pelos vivos e mortos, por pecados, satisfação das punições ou outras necessidades. A Missa é o anamnesis (repetição) do sacrifício do Calvário de maneira incruenta (sem sangue) instituída por Cristo na Última Ceia. E, apesar disso, não é errado falar que são dois sacrifícios diferentes. Primeiro em número, depois em matéria e por fim em graça (HEDLEY). O primeiro cânon da Sessão XXII do CT, em sua íntegra diz:
"Se alguém disser que não se oferece a Deus na Missa um verdadeiro e apropriado sacrifício ou que este oferecimento não é outra coisa senão recebermos a Cristo para que o possamos engolir, seja excomungado."
Não quero recorrer demasiadamente a aspectos aparentemente jurídicos, no entanto creio ser necessário colocar ao menos esse cânon e relembrar que a fé católica é uma fé revelada por Deus aos apóstolos por meio de Cristo e do Espírito Santo aos seus sucessores, não estando a fé à serviço dos ministros de Deus mas os servos de Cristo à serviço da Fé e da Tradição.
Além, claro, das Sagradas Escrituras onde o Apóstolo São Paulo fala sobre o "partir do pão", há diversas fontes dos Padres da Igreja e dos primeiros séculos que sustentam essa posição. Cabe aqui citar algumas. No capítulo XIV da Didaqué (o catecismo dos primeiros cristãos) é feita a relação com a profecia de Malaquias. São Justino, em seu "Diálogo com Trifão", fala que o sacrifício é oferecido universalmente pelos cristãos e São Irineu se refere à Malaquias e atesta que os sacrifícios do Antigo Testamento foram substituídos pelo perfeito sacrifício oferecido pelo sacerdote na pessoa de Cristo durante a Missa (que é a repetição do Sacrifício de Cristo no Calvário). São Cipriano já utilizava as palavras sacrifício, oferta, sacerdote, altar e sacrifício dominical na África do século III. São Cirilo de Jerusalém especificou que na Missa é oferecido o próprio Cristo. Acho oportuno notar que tanto no Calvário quanto na Missa, Cristo é o Sacerdote e Vítima. Ele oferece e é imolado como o Cordeiro de Deus (Jo 1, 29).
Agora, o que é um sacrifício? Um sacrifício é o oferecimento de algo material que é transformado de maneira visível ou mística por um sacerdote, para Deus, de maneira legalmente instituída como símbolo das honrarias e reverência devida para o seu Criador. Onde, a Paixão de Cristo é o perfeito sacrifício capaz de resgatar (daí a palavra redimir) a raça humana das garras do demônio.
Curiosamente, em todo canto do mundo, os homens sempre sacrificaram aos deuses. É uma prática comum a (quase) todos os povos. Os pagãos possuíam um impulso por expiar, Abel no AT buscou reconhecer o Criador com sua oferta e os Judeus o faziam a partir de uma instituição divina, resultando em uma unidade e supremacia Divina na maneira de sacrificar.
Na Missa, a representação clara do sacrifício ocorre na dupla consagração do pão e vinho em corpo e sangue e aqui cabe um esclarecimento que tanto o pão quanto o vinho possuem a totalidade de Cristo (bem como quaisquer partículas menores deles). De tal maneira que Jesus está verdadeiramente presente no Céu até sua segunda vinda e não é possível separar seu corpo de seu sangue. O corpo de Cristo na hóstia consagrada não é o corpo do Calvário, mas Seu corpo glorioso. Como não há como separar o corpo do sangue, na Missa, a modificação da vítima imolada (modificação necessária para um sacrifício) é dada na segunda consagração (a do vinho). Visto que são duas matérias diferentes (uma é pão e outra é vinho) mas o mesmo corpo, a vítima sofre uma modificação. Eis o sacrifício da Missa e como ele se difere em matéria do Sacrifício do Calvário. É importante também falar que Jesus não morre novamente em cada Missa (HEDLEY) mas está vivo e glorioso. A segunda diferença em relação ao Calvário se dá em número, enquanto houve somente um Sacrifício para remissão de nossos pecados, toda vez que se celebra a Missa há a repetição daquele sacrifício. É perceptível a quantidade de Missas já celebradas após o Calvário, eis então a segunda distinção. Por fim, é distinto do sacrifício em graça pois somente aplica as graças de Cristo, mas não as gera tal como foi no Calvário em Sua Paixão.
Finalizo essa primeira parte sobre "O que é Missa" citando na íntegra o primeiro parágrafo da explicação da Missa segundo a 49ª Edição do Missal Quotidiano editado por Dom Beda Keckisen O.S.B feito para uso dos fiéis (1947):
"O Santo Sacrifício da Missa, em sua essência e em sua manifestação exterior, não é uma Doutrina, nem é apenas uma Oração. É sim, uma verdadeira Ação. 'Fazei isto em memória de mim.' Com esta recomendação, confiou o Senhor aos seus Apóstolos a realização da ação que Ele mesmo havia feito na última Ceia. E a Santa Igreja, herdeira legítima do testamento do Senhor, continua a agir do mesmo modo através dos séculos, realizando-se assim a ação por excelência da humanidade: a Ação Sagrada"
A Missa, a Liturgia
A maior parte dessa seção é retirada dos textos escritos por Hedley em seu livro voltado para a formação de sacerdotes "The Holy Eucharist", capítulo X em tradução livre.
"A palavra Liturgia, desde os tempos mais remotos, foi utilizada pelos Cristãos para designar a consagração Eucarística e o cerimonial. É praticamente certo que essa palavra é de autoridade do Novo Testamento. Em Atos dos Apóstolos 13, 2 lê-se: 'Estando eles a celebrar o culto do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os destinei.' A palavra 'celebrar' (em grego) é … a mesma utilizada para denotar no Antigo Testamento as celebrações dos Sacerdotes e Levitas. Que significava a consagração fica evidente a partir de outras passagens paralelas onde, ao invés de utilizarem 'celebrar', utilizou-se 'partir o pão'. Por exemplo: 'No primeiro dia da semana, tendo-nos reunido para a fracção do pão, Paulo, que devia partir no dia seguinte, falava com eles.'" (HEDLEY)
Outra clara descrição da Liturgia como sacrifício foi dada por São João no livro do Apocalipse e Santo Irineu (séc. II) enxerga no altar e templo do Apocalipse a imagem do sacrifício eucarístico oferecido na Igreja 'terrena' ou 'militante'. No livro do Apocalipse é descrito o sacrifício (séc. I) e São Irineu comenta aproximadamente sessenta anos após a escrita do Livro do Apocalipse. Não restam dúvidas de que, dada a clara comparação, a Missa já havia os principais elementos: altar, um bispo, sacerdotes, a vítima (Cordeiro de Deus), velas, incenso, as relíquias de mártires abaixo do altar e os cantos de glória, ação de graças e adoração. O rito da Eucaristia possui diversos nomes; assembleia, sacrifício, oblação. Mas ao menos pelos últimos séculos os gregos a chamam de 'Liturgia' e os latinos (i.e. aqueles que falavam Latim) de 'Missa'.
A origem da palavra 'Missa', no entanto, é mais dúbia que a origem de 'Liturgia'. Desde o século IV ao menos, a frase 'Ite Missa Est' (presente no Rito Romano Tradicional) já era utilizada nos ofícios para marcar o fim deles. Inclusive era utilizada também em palácios e cortes para designar o fim e o envio das pessoas presentes. O seu uso foi notado em textos diversos como na Regra de São Bento (séc. VI) para designar o fim de algo. É fácil notar que pode ter sido estendido para designar todo o rito, e não somente o seu fim, daí a palavra Missa para designar o culto a Deus.
Seguindo para a abordagem do rito em si, a partir das Sagradas Escrituras e dos escritos dos Padres da Igreja é possível ver que o rito, de maneira geral, consistia de duas partes: a Ante-Missa e a Missa propriamente dita (sacrifício). Há então uma parte preparatória consistindo de leituras e orações e então o Sacrifício Eucarístico. Ambas as partes possuem relação direta com as práticas judaicas na Sinagoga (local de leitura e oração) e no Templo (local de sacrifício). Antes dos Evangelhos serem escritos e difundidos, era comum ler alguma passagem do Antigo Testamento (Leis e Profetas) seguida de um sermão sobre a Vida e Paixão do Cristo. À medida que os textos sagrados foram surgindo, passou-se a utilizar os Evangelhos e as Cartas dos Apóstolos (mais especificamente Atos e as epístolas de São Paulo). Duas partes que distinguiam os cristãos dos judeus eram o "ósculo da paz" e a confissão dos pecados (no Rito Tradicional mantém-se o confiteor em dois momentos mas o ósculo é somente entre os presbíteros).
Não se sabe exatamente como o sacrifício era celebrado pelos apóstolos. Há um certo mistério, mas que não é oculto se observarmos na leitura dos escritos do apóstolo S. Paulo a influência do culto judaico da Páscoa. A Ceia de Páscoa judaica começava trazendo o Pão e Vinho. O Pão era colocado sobre a mesa e o copo de vinho era temperado (i.e., depositava-se um pouco de água no vinho). Os Salmos Hallel eram cantados ou recitados, em seguida se lavavam as mãos e havia um certo "prefácio" que terminava com "Santo! Santo! Santo! O Senhor dos Exércitos" (Na tradução para o português do rito novo, modificou-se para Senhor do Universo). Em seguida haveria a consagração tal como Nosso Senhor instituiu e então o Pão e Vinho consagrados eram consumidos (comungados). A liturgia tal como era celebrada de fato pelos Apóstolos não chegou a ser detalhada e o escrito em detalhe mais antigo sobre a Missa é de São Cirilo de Jerusalém (sec. IV). É importante notar que São Cipriano (sec. III) exorta que os cristãos devem preservar fortemente a Tradição passada aos apóstolos por Nosso Senhor no que se refere à Liturgia e é de aproximadamente 250 d.C. a noção de que o rito passado pela Tradição é de instituição Apostólica ou Divina e é ilícito alterá-la.
Independente dos 24 ritos, todos permaneceram com partes semelhantes entre eles: Leituras, Orações, Sermão (ou Homilia), Salmos, Ósculo da Paz, apresentação do Pão e Vinho, o Prefácio (Santo, Santo, Santo…), a Consagração, o Pai Nosso, o fracionamento do Pão e distribuição, Comunhão e a benção do celebrante.
Ou seja, seguindo a lógica de que, independente do local e da cultura, essas partes se mantiveram em todas as Igrejas que se desenvolveram, é de se esperar que essas partes estivessem também presentes na época dos apóstolos. Nas Constituições Apostólicas do século IV, há uma descrição detalhada de como eram as assembleias do povo para a Missa, bem como partes constituintes. Fazendo uma análise aprofundada dos tempos apostólicos, passando por São Cirilo de Jerusalém, as Constituições Apostólicas, Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São João Crisóstomo, é notório como houve uma evolução orgânica unindo as práticas romanas, judaicas e apostólicas até culminar no Missal de São Pio V (ou Missal Tridentino), preservando a mesma essência eucarística e sacrificial. Para maior clareza, as partes principais são praticamente as mesmas, mas o rito em si ganha forma tal como chegou até nós, no século IX.
O Rito Romano, como o próprio nome diz, tem sua base na Igreja de Roma, mas todos os ritos possuem sua origem nos centros de Antioquia, Jerusalém e Alexandria. Cada qual evoluindo seguindo a mesma essência mas com aspectos particulares devido a cada cultura local. Durante os três primeiros séculos de cristianismo foi deveras difícil haver uma semelhança entre os textos e as orações dos diferentes ritos devido às perseguições que os cristãos sofriam. Após Constantino, foi possível ter maior coerência entre os textos e as práticas adicionais.
Durante o desenvolvimento da liturgia, um fato importante para trazer à exposição nesse momento é que S. Gregório escreveu em resposta à pergunta de S. Agostinho sobre qual deveria ser a forma de Missa a ser rezada e S. Gregório diz:
"Sua fraternidade conhece o costume da Igreja Romana, na qual você se lembra de ter sido criado. Mas é meu desejo que, seja em Roma ou na Gália, se você encontrou algo que possa ser mais agradável a Deus, você cuidadosamente tome nota disso, e que importe para a Igreja dos Ingleses, que ainda é nova para a Fé, o que quer que você tenha sido capaz de reunir de muitas Igrejas. Para que não devemos valorizar os costumes por causa dos lugares, mas os lugares por causa dos bons costumes. Escolha, portanto, de qualquer Igreja quais sejam as coisas que são piedosas, que são religiosas e que são certas, e fazendo, por assim dizer, um pacote ou feixe delas, dê-as aos ingleses, para serem adotados por eles como seu costume."
Aqui, nessa singela resposta está um grande ensinamento: apesar das diferenças de práticas, devemos sempre buscar o que é mais agradável a Deus. S. Agostinho não deveria, portanto, buscar importar costumes ou práticas locais simplesmente por serem usadas e símbolo de uma pluralidade dentro da mesma Fé Católica, representando a variedade de culturas. Observa-se que S. Agostinho deveria ser prudente e buscar aquilo que é o melhor para Deus em detrimento dos homens. Eis a essência do pensamento Cristocêntrico: "buscai as coisas do alto" (Cl 3, 1-2).
A Missa dos Santos Camponeses
Ao invés de prosseguir explicando como a Missa Tridentina é estruturada, suas orações, suas inúmeras genuflexões, busco agora expor a tese central de que o simples camponês é plenamente capaz de viver a fé católica na Missa Tridentina mesmo sem ser alfabetizado e que ela catequiza por si só. A compreensão da natureza da Missa como Sacrifício e Mistério de Fé vem não por meio de repetições de palavras, mas por meio da viva exterioridade daquilo que é mais interior a ela: o devido culto a Deus e o Mistério do Sacrifício.
Se a Missa é o que os Santos Padres expuseram e o Santo Concílio de Trento definiu de maneira infalível e imutável como exposto na primeira parte desse artigo (um sacrifício propiciatório e a repetição do sacrifício do Calvário), então, assim como as ações exteriores de um filho que ama o pai devem estar de acordo com seu interior, a Missa deve de maneira simples exprimir para os fiéis toda a grandeza da Paixão de Cristo ao mesmo tempo que se oferece o devido culto a Deus (tal como Ele o fez na Cruz). Há, portanto, algumas características centrais na Missa:
- A vítima e o sacerdote são o próprio Cristo agindo por meio do padre;
- A Missa, apesar de ter um certo caráter de comunhão universal e Páscoa, é e sempre será a repetição do Sacrifício do Calvário;
- Os fiéis participam da Missa em união com o Sacerdote, mas não precisam rezar com ele as mesmas orações, pois quem de fato possui o poder de consagração é o Padre. Ou seja, um fiel que faz outras práticas devocionais durante a Missa como rezar um terço, está participando da Missa;
- A Ante-Missa (hoje em dia alterada para Liturgia da Palavra) deve ser uma preparação para o sacrifício;
- O sacrifício deve ser o ponto principal da Missa, as demais partes servem a esse fim: "oferecer do nascer ao por do sol um sacrifício perfeito".
- Cristo deve habitar no centro de nossas vidas e, principalmente, na Missa. Nós devemos nos diminuir para que Cristo possa crescer (Jo 3, 30).
Dessa maneira, tem-se que a Missa Tridentina, em sua simplicidade e em seus três pilares (silêncio, todos voltados a Deus — inclusive o Sacerdote — e o Latim) contribui de sobremaneira para a vida católica do simples camponês. Por meio do silêncio, ele é capaz de conversar com Deus na oração sincera de coração. Com todos voltados a Deus, inclusive o sacerdote, fica nítido quem é o personagem mais importante no momento. E, o Latim, apesar de não ser necessário aprender a ler o latim, rezar em Latim é o sinal visível mais forte da unidade e universalidade da Igreja Católica, onde os irmãos católicos do mundo inteiro podem rezar e cantar em conjunto, superando barreiras culturais. E por fim, assim como São Francisco de Sales contra os protestantes disse em suas publicações, o uso do Latim reservado ao culto divino oferece uma proteção à heresias e uma natural percepção do Sagrado pois a língua comum é, como o próprio nome diz, comum e não eleva automaticamente a imaginação do simples camponês a algo maior que nós.
Bibliografia Recomendada e Utilizada
- HEDLEY, Rev. John C. The Holy Eucharist. The Westminster Library.
- FORTESCUE, Adrian. The Mass, A Study of Roman Liturgy. The Westminster Library.
- OTTAVIANI, D. Alfredo. Breve Estudo Crítico da Nova Ordenação da Missa, 1969.
- Concílio de Trento, Sessão XXII.
- Bula Quo Primum Tempore, São Pio V.
- Instrução Geral do Missal Romano (do Missal de Paulo VI).
- BELLO, Joathas. Sobre o Caráter Revelado do Rito Romano Tradicional.
- Documentos do Concílio Vaticano II (em especial Sacrosanctum Concilium).
- Encíclica Mediator Dei, papa Pio XII.
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